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	<title>tratamento de epilepsia &#8211; Inisp</title>
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		<title>Epilepsia tem tratamento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Luciana Midori]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Apr 2019 01:06:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[epilepsia]]></category>
		<category><![CDATA[tratamento de epilepsia]]></category>
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					<description><![CDATA[Conheça os sinais desta doença. Nosso cérebro possui, aproximadamente, 86 bilhões de neurônios. A comunicação entre eles acontece por meio de impulsos elétricos; quando estes se tornam excessivos ou anormais, podem causar epilepsia. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a epilepsia é um problema...]]></description>
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<h2 class="wp-block-heading"><strong>Conheça os sinais desta doença.</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Nosso cérebro possui, aproximadamente, 86 bilhões de neurônios. A comunicação entre eles acontece por meio de impulsos elétricos; quando estes se tornam excessivos ou anormais, podem causar epilepsia. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a epilepsia é um problema de saúde comum, podendo atingir pessoas de todas as idades, etnias, sexo e classe econômica, porém 70% daqueles que procuram tratamento conseguem controlar a doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A epilepsia (repetição de crises epilépticas, sem fator desencadeante) se apresenta, principalmente, por meio de crises epilépticas, conhecidas popularmente por convulsões. Essas crises duram segundos ou minutos e podem causar:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Abalos musculares.</li><li>Queda ao chão.</li><li>Perda da consciência.</li><li>Movimentos automáticos de mãos, boca, face ou pernas.</li><li>Perda de urina ou, mais raramente, fezes.</li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">Em certos casos, porém, a percepção das crises pode ser mais difícil. &#8220;Isso ocorre em alguns tipos de crises. Um exemplo são as crises em que o único sintoma é um desligamento momentâneo e breve&#8221;, comenta a médica. &#8220;O indivíduo pode não perceber que se desligou e outras pessoas tentam chamar sua atenção, mas ele não responde. Continua na posição em que estava, como se estivesse pensando por alguns instantes, os olhos ficam abertos e parece estar com o olhar distante, vago…&#8221;, descreve a médica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Existem, ainda, as crises que ocorrem exclusivamente durante o sono. Estas podem não ser presenciadas pelos familiares e o indivíduo pode ter completa amnésia sobre o ocorrido. A pessoa acorda, por vezes, com dores musculares, cansada e não é infrequente haver mordedura da língua.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Crise epiléptica nem sempre é epilepsia.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Estima-se que 10% da população pode ter uma única crise epilética no decorrer da vida. Desses casos, metade costuma ocorrer na infância e na adolescência, com maior risco antes de um ano de idade. Outro período mais suscetível é na terceira idade. Na infância, o cérebro é mais propenso em função do amadurecimento cerebral. Na terceira idade, outros problemas de saúde, como acidente vascular cerebral (AVC), tumor e demência, podem estar presentes e facilitar a ocorrência de crises.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, nem sempre uma crise epiléptica é epilepsia. A hipoglicemia (taxa baixa de açúcar no sangue), o aumento súbito da temperatura corporal, o excesso de drogas e álcool ou mesmo alguns medicamentos em pessoas sensíveis também podem causar convulsão. O tratamento é a correção do fator desencadeante, como corrigir os níveis de açúcar no sangue, a temperatura corporal ou ainda a retirada da droga ou do medicamento que casou a convulsão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outros problemas, como ansiedade excessiva e alterações psiquiátricas, podem provocar desmaios, que, clinicamente, são muito parecidos com as crises epilépticas. Nesses casos, não há a ocorrência de descargas cerebrais anormais e, por esse motivo, não é epilepsia.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>As principais causas da epilepsia são:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em><strong>Genética</strong></em> &#8211; Pode ser causada por anormalidades nos cromossomos ou por mutações nos genes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em><strong>Estrutural</strong></em> &#8211; Ocorre quando há um dano cerebral, como traumatismo craniano, tumor cerebral, AVC e infecções como a meningite e a encefalite.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em><strong>Metabólica (mais rara)</strong></em> &#8211; Ocorre quando há deficiência ou falha de determinadas substâncias no organismo. Um exemplo é a proteína GLUT1 &#8211; que é uma molécula responsável por transportar glicose para dentro do cérebro. Nessa situação é como se o cérebro estivesse sem glicose o tempo todo, o que leva a um funcionamento anormal do órgão, causando as crises epilépticas, além de outros sintomas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Como diagnosticar e tratar a epilepsia?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O primeiro passo é uma avaliação clínica, com o maior grau de detalhes possível, para obter todo o histórico do paciente. Após a avaliação e o exame clínico, o médico neurologista pode solicitar alguns exames. É importante saber que o diagnóstico é clínico. &#8220;Os exames serão necessários para uma série de condutas médicas, mas mesmo que eles não mostrem alterações, não afasta o diagnóstico clínico&#8221;, explica a dra. Eliana.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Os exames ajudarão a determinar o tipo de epilepsia e o que está causando as crises. Os mais comumente solicitados são:</strong></p>



<ul class="wp-block-list"><li>Ressonância magnética ou tomografia computadorizada.</li><li>Exames laboratoriais de sangue e urina.</li><li>Eletroencefalograma (exame que mede a atividade elétrica do cérebro).</li><li>No Hospital Sírio-Libanês está disponível também o exame de videoeletroencefalograma (vídeo-EEG). Para a realização desse procedimento, o paciente é internado e passa por uma monitorização contínua. Suas ondas cerebrais são gravadas, em vídeo digital, simultaneamente com seus comportamentos até ocorrer uma convulsão. &#8220;Essas informações possibilitam um diagnóstico mais preciso e, consequentemente, melhor definição do tratamento e dos cuidados a serem tomados&#8221;, avalia a neurologista.</li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">O tratamento para a epilepsia tem como principal objetivo o controle das crises, melhorando assim a qualidade de vida dos pacientes. Na maioria dos casos, ele é feito com medicamentos de uso oral, mas também poderá ser indicado tratamento cirúrgico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Núcleo de Neurologia e Neurociências do Hospital Sírio-Libanês conta com profissionais especializados no diagnóstico e no tratamento da epilepsia.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Informações importantes.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para controlar as crises e seguir normalmente as atividades diárias<br>Utilize corretamente os medicamentos, seguindo os horários e a dose prescrita.<br>Avise o médico caso haja algum efeito colateral relacionado à medicação.<br>Se precisar tomar outro medicamento, avise o médico, pois podem ocorrer interações medicamentosas.<br>Evite o uso de álcool e de outras drogas ilícitas.<br>Durma bem e mantenha hábitos saudáveis de vida.<br>Para ajudar alguém durante uma crise epiléptica:<br>Mantenha a calma e, se possível, peça ajuda.<br>Coloque a pessoa em local seguro de forma que não se machuque, caso tenha contrações musculares.<br>Deixe a cabeça em posição mais alta do que o corpo.<br>Caso esteja de óculos, retire-os.<br>Não coloque nenhum objeto na boca da pessoa nem tente segurar sua língua.<br>Se a pessoa estiver com roupas apertadas, cintos ou gravatas, procure desapertá-los para evitar traumas.<br>Não tente restringir os movimentos da pessoa em convulsão.<br>Se a crise durar mais de cinco minutos, ligue para o SAMU (192) para levar a pessoa para um hospital o mais rápido possível.<br>Tente achar alguma identificação (principalmente se há algum cartão identificando que a pessoa apresenta epilepsia).<br>Quando a crise passar, coloque a pessoa de lado para que não aspire suas secreções.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em><strong>Essa matéria foi postada primeiro no Hospital Sírio-Libanês</strong></em></p>



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