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	<title>Isquemia &#8211; Inisp</title>
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	<description>Instituto de Neurologia</description>
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	<title>Isquemia &#8211; Inisp</title>
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		<title>Diferenças entre AVC isquêmico e AVC hemorrágico</title>
		<link>https://inisp.com.br/diferencas-entre-avc-isquemico-e-avc-hemorragico</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dra. Luciana Midori]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 May 2020 14:45:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Neurologia]]></category>
		<category><![CDATA[AVC]]></category>
		<category><![CDATA[AVC Hemorrágico]]></category>
		<category><![CDATA[AVC Isquêmico]]></category>
		<category><![CDATA[AVC isquêmico e AVC hemorrágico]]></category>
		<category><![CDATA[Derrame]]></category>
		<category><![CDATA[Isquemia]]></category>
		<category><![CDATA[Isquemia Cerebral]]></category>
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					<description><![CDATA[Há dados suficientes para afirmar que o AVC é uma doença grave no Brasil. Hoje, vamos mostrar para você as diferenças entre AVC isquêmico e AVC hemorrágico]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading">Há dados suficientes para afirmar que o AVC é uma doença grave no Brasil.
Hoje, vamos mostrar para você as diferenças entre AVC isquêmico e AVC
hemorrágico</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Tanto o AVC isquêmico quanto o AVC hemorrágico, têm a
capacidade de <strong>culminar em resultados clínicos devastadores</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os acidentes vasculares cerebrais <strong>podem ser classificados
como hemorrágicos ou não hemorrágicos</strong> e a hemorragia intracerebral abrange
10% a 15% de todos os acidentes vasculares cerebrais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A hemorragia cerebral ocorre pela ruptura de vasos
cerebrais, geralmente como resultado da pressão alta, exercendo pressão
excessiva nas paredes arteriais já danificadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Acidentes isquêmicos ou infartos cerebrais são o resultado
do <strong>desenvolvimento de trombo e/ou êmbolos que levam a bloqueios e
consequentemente levam a deficiência de oxigênio nos tecidos vitais</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O AVC <strong>hemorrágico está associado a um maior risco de
fatalidade em comparação ao infarto cerebral</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Aqueles que sofrem AVC isquêmico têm uma chance maior de
sobreviver do que aqueles que sofrem AVC hemorrágico</strong>, pois o AVC
hemorrágico não apenas danifica as células cerebrais, mas também, em maior
proporção, pode levar ao aumento da pressão no cérebro ou espasmos nos vasos
sanguíneos. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Vale ressaltar que, quanto mais precoce o diagnóstico e o
tratamento para o AVC, maiores as chances de recuperação. Deve-se atentar para
os sinais e sintomas e procurar atendimento médico imediatamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os principais sinais de alerta são: fraqueza ou
formigamento na face, no braço ou na perna, especialmente em um lado do corpo;
confusão mental; alteração da fala ou compreensão; alteração na visão;
alteração do equilíbrio, coordenação, tontura ou alteração no andar e dor de
cabeça súbita, intensa, sem causa aparente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O AVC é uma emergência médica e dever ser conduzido
prontamente por equipe médica coordenada por neurologista clínico, em centros
hospitalares (Unidades de AVC), que possam disponibilizar o melhor tratamento
na fase aguda, como trombólise e procedimentos endovasculares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É importante notar, que existem processos para a recuperação
neurológica.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Esses processos são produzidos naturalmente em cérebros
adultos após reabilitação intensiva, o que poderia promover um fenômeno de
reparo neural</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Chamamos de neuroplasticidade, também conhecida
como&nbsp;plasticidade neural, e refere-se à <strong>capacidade do sistema nervoso
de mudar, adaptar-se e moldar-se a nível estrutural e funcional ao longo do
desenvolvimento neuronal e quando sujeito a novas experiências</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta característica única faz com que os circuitos neurais
sejam maleáveis e está na base da formação de&nbsp;memórias&nbsp;e
da&nbsp;aprendizagem&nbsp;bem como na adaptação
a lesões e eventos traumáticos ao longo da vida adulta.</p>



<h3 class="wp-block-heading">É fundamental que se inicie, o mais cedo possível, medidas de reabilitação
como forma de garantir uma recuperação eficaz</h3>



<p class="wp-block-paragraph">A reabilitação deve ser iniciada assim que o quadro clínico
estabilizar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porém a permanência de sequelas incapacitantes, impondo os
pacientes a limitações motoras, sensitivas, sensoriais, de compreensão e
expressão dos pensamentos pode alterar a dinâmica de vida dessas pessoas, <strong>não
somente pelas sequelas físicas que restringem as atividades do cotidiano, mas
por tornarem muitos pacientes dependentes de terceiros para movimentar-se e
agir com maior independência</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É nítido que esta situação pode constituir-se numa forte
fonte de tensão familiar. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse momento, é necessária uma redefinição de papeis entre
os membros da família, escolhendo alguém para assumir a responsabilidade dos
cuidados e, em muitas vezes, a adequação do ambiente para atender as demandas
do familiar doente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A experiência de cuidar de alguém acometido por AVC em casa
tem se tornado cada vez mais frequente no cotidiano das famílias, porém,
segundo fontes de pesquisas, em relação aos exercícios de reabilitação, alguns
cuidadores mencionaram que os fazem “<em>quando tem tempo</em>” ou “<em>quando
lembram</em>”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essas afirmativas podem suscitar várias interpretações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma delas é a falta de tempo por parte do cuidador.
Considerando que muitos deles, além de cuidarem de seu familiar, trabalham fora,
têm filhos pequenos e/ou cuidam da casa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As afirmativas podem denotar, inclusive, desinformação por
parte dos cuidadores em relação à importância da realização de atividades
físicas em casos de disfunção motora não apenas como forma de restaurar a
mobilidade, mas principalmente de evitar agravos maiores: </p>



<ul class="wp-block-list"><li>Atrofia muscular; </li><li>Espasticidade e lesões de pele por permanecer
muito tempo sentado ou deitado;</li><li>Aliviar a dor nos casos de síndrome ombro-mão;</li><li>Melhorar os movimentos; e</li><li>A longo prazo, recuperar a função do membro
incapacitado.</li></ul>



<h3 class="wp-block-heading">Como então você pode ajudar na reabilitação de um paciente que sofreu um
AVC isquêmico e AVC hemorrágico?</h3>



<h4 class="wp-block-heading">#1. Busque informação e conhecimento sobre o acidente</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Nas primeiras semanas, você será bombardeado com novas
informações sobre a condição de seu familiar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Use esse tempo para <strong>aprender tudo o que puder sobre sua
condição específica e o nível de atendimento que ele possa precisar</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A equipe médica deve permitir que você assuma um papel ativo
no processo de recuperação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Acompanhe as consultas médicas e leve uma lista de perguntas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Converse com seu familiar com antecedência para ver se ele
tem alguma dúvida que possa estar com medo ou sensibilidade demais para
perguntar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se o seu hospital oferecer grupos de apoio, participe também
deles para aprender com outros sobreviventes e cuidadores de AVC.&nbsp;<strong>Quanto
mais você aprender, melhor será o atendimento</strong>.</p>



<h4 class="wp-block-heading">#2. Participe da reabilitação</h4>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A maioria das melhorias ocorrem nos&nbsp;primeiros 6
meses de recuperação do AVC</strong>. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso é importante que seu familiar inicie a reabilitação
o mais rápido possível após o derrame.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Participe das sessões de terapia do seu familiar, isso pode
ajudar ele a se recuperar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Você também deve perguntar ao terapeuta se existem maneiras de ajudá-lo na reabilitação em casa, como auxilia-lo&nbsp;nos exercícios em casa&nbsp;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora, oferecer suporte possa ser útil, <strong>é importante não
ajudar muito durante as sessões de reabilitação</strong>.&nbsp;Você também deve
incentivar seu familiar a ser mais independente, desde que ele possa executar
com segurança a tarefa.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A realização de pequenos objetivos pessoais pode ajudá-lo
a se sentir mais confiante</strong>.&nbsp;Qualquer maneira de capacitar ele para
concluir uma tarefa, pode incentivar a autoconfiança dele.</p>



<h4 class="wp-block-heading">#3. Observe e monitore seu comportamento e humor </h4>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Um derrame é um evento traumático que provoca grandes mudanças na vida</strong>; portanto, não é surpresa que um sobrevivente de um derrame possa ter dificuldades com&nbsp;mudanças emocionais difíceis.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Algumas dificuldades emocionais, como a depressão, podem
inibir a recuperação</strong>.&nbsp;Mais de 50% dos sobreviventes de AVC sofrem de
depressão após o derrame.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A depressão pode dificultar a recuperação de um
sobrevivente, tanto física quanto emocionalmente.&nbsp;Se o seu familiar
estiver mostrando&nbsp;sinais de depressão, fale com o médico imediatamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apoiar emocionalmente seu familiar é uma parte importante de
ser um cuidador.&nbsp;<strong>Incentive-o a compartilhar seus sentimentos com você e
esteja lá para ouvir</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Considere ingressar em um grupo de suporte com outros
profissionais de saúde para obter dicas sobre como fornecer suporte.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Você também pode incentivar seu familiar a participar de um
grupo de outros sobreviventes de derrame.&nbsp;Conversar com pessoas que
passaram por uma experiência semelhante pode ser útil.</p>



<h4 class="wp-block-heading">#4. Considere iniciar um estilo de vida saudável para toda a família (caso
não tenham o hábito)</h4>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Após um AVC,&nbsp;1 em cada 12 pessoas&nbsp;provavelmente
terá um segundo</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um derrame pode revelar problemas de saúde que vêm se
acumulando há algum tempo, e seguir um caminho mais saudável pode ser a
diferença entre recaída e um futuro saudável.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora existam&nbsp;fatores de risco genéticos&nbsp;que não
possam ser alterados, <strong>muitos fatores de risco para o estilo de vida podem
ser abordados</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ser ativo é uma parte importante da prevenção de
AVC.&nbsp;Uma equipe de saúde especializada pode ajudar a criar uma rotina de
exercícios adaptada às capacidades do seu familiar.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ter uma dieta saudável e com pouca gordura também é importante.&nbsp;<strong>Uma
alimentação saudável pode diminuir o colesterol e reduzir a inflamação</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ingestão de álcool também deve ser limitada.&nbsp;Se seu
familiar é fumante, ele deve parar imediatamente, pois <strong>isso pode&nbsp;dobrar
o risco de sofrer um derrame</strong>.&nbsp;É importante ajudar o seu familiar a
permanecer no caminho certo com medicamentos e consultas médicas.</p>



<h4 class="wp-block-heading">#5. E o mais importante – Lembre de cuidar de si</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Como cuidador, você pode sentir a necessidade de fazer tudo
pelo seu familiar, mas é importante reservar um tempo para si também.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os <strong>cuidadores podem se sentir&nbsp;isolados,
sobrecarregados e estão em&nbsp;risco de depressão também</strong>.&nbsp;Cuidar de
si mesmo é importante para você e seu familiar.&nbsp;É difícil prestar bons
cuidados quando você não está em um bom lugar.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Existem vários recursos disponíveis que podem ajudar os cuidadores que
estão se sentindo sobrecarregados.&nbsp; Nunca se sinta culpado pedindo ajuda
ou tendo tempo para si mesmo.&nbsp;Sua saúde também é importante.</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Se precisar de orientações ou auxílio, conte com a equipe do
INISP</p>



<p class="wp-block-paragraph">Todo o conteúdo deste blog é apenas para fins informativos e
não se destina a substituir um aconselhamento, diagnóstico ou tratamento médico
profissional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sempre consulte o seu médico ou outro profissional de saúde
qualificado com qualquer dúvida que possa ter em relação a uma condição médica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se você acha que pode ter uma emergência médica, ligue para seu médico ou 192 imediatamente. A confiança em qualquer informação fornecida pelo site do INISP é exclusivamente de seu próprio risco.</p>



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<h3 class="wp-block-heading">Dr. Gustavo Mercenas dos Santos</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Neurologista e Neurofisiologista</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>CRM – 142.825-SP / RQE &#8211; 70009-1</strong></p>
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